domingo, 6 de outubro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Ensinamento Indu
A primeira diz : “A pessoa que vem é a pessoa certa”.
Ninguém entra em nossas vidas por acaso… Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.
A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido”.
Nada, nada, absolutamente NADA do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não.
O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
A terceira diz : “Toda vez que você iniciar é o momento certo”.
Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.
E a quarta e última afirma : “Quando algo termina, ele termina”.
Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.
terça-feira, 18 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
El Hombre de Acero
O barco interceptado na operación Albatros contra o narcotráfico, con 3.400 quilos de cocaína a bordo, atracou no porto de Vigo.
É un pesqueiro, o Riptide, de bandeira senegalesa, que foi interceptado hai dúas semanas no medio do Atlántico. Chegou cargado con máis de tres toneladas de cocaína a bordo.
O Riptide chegou escoltado pola policía e remolcado pola embarcación Petrel, do Servizo de Vixilancia Aduaneira.
A embarcación coa droga foi interceptada hai quince días nun punto intermedio entre Venezuela e Os Azores, e nela viaxaban 5 das 22 persoas detidas nesta operación Albatros, que é o maior golpe asestado ao narcotráfico en Galicia nos últimos anos.
Os tripulantes, o capitán, de nacionalidade coreana, e os catro mariñeiros indonesios, son os únicos detidos que aínda non foron interrogados e serán postos a disposición do titular do xulgado de instrución número 6, que instrúe as dilixencias.
Segundo as hipótese policiais, a droga fora fretada por bandas suramericanas, que a ían achegar neste pesqueiro ás costas galegas. Despois, un grupo de narcotraficantes arousáns terían previsto achegar a droga nun veleiro para introducila en terra.
Esta mañá celébrarase un acto neste porto de Vigo, ao que asistirán o secretario de Estado de Seguridade, Francisco Martínez, e o director xeral da Policía, Ignacio Cosidó.
Darán detalles da operación e felicitarán en persoas os axentes que fixeron posible desactivar este operativo para introducir cocaína en Galicia.
A operación rematou con dez rexistros e 22 detencións, case todas nas comarcas da Arousa e Vigo.
Quem é amigo de quem?
Quem é de verdade, conhece quem é de mentira.
Palavras de um drogado, mas sensato.
Mesmo assim, esses dois perfis ainda seriam capazes de se chamarem de amigos, irmãos, parceiros...
É a banalização da palavra. Quando um não precisar do outro, AMBOS tornam-se descartáveis. Perde menos aquele que mentiu mais e perde mais aquele que achava ter o melhor amigo.
domingo, 9 de junho de 2013
Prism
LONDRES, 9 Jun (Reuters) - Um ex-funcionário da CIA que trabalhava como terceirizado na Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos revelou ter sido o responsável por vazar detalhes de um esquema de espionagem do governo norte-americano, e disse ter agido desta forma para proteger "direitos básicos das pessoas em todo o mundo".
Enclausurado em um quarto de hotel em Hong Kong, Edward Snowden, de 29 anos, disse que pensou muito antes de pulicar os detalhes do programa da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), denominado Prism. Segundo ele, o país estava criando uma imensurável rede secreta de espionagem que vigia cada cidadão norte-americano.
"Eu não quero viver em uma sociedade que faz esse tipo de coisas... Eu não quero viver em um mundo onde tudo o que eu faço é gravado. Isso não é algo sob o qual eu quero viver minha vida", disse ele ao jornal The Guardian, que publicou o vídeo com seu testemunho no site na Internet.
"A NSA construiu uma infraestrutura que permite interceptar tudo. Com a capacidade que ela tem, a maior parte da comunicação estabelecida entre os seres humanos na rede seria automaticamente registrada, sem que houvesse um alvo, um objetivo para tal. Se eu quisesse ver seus emails ou o telefone da sua esposa, tudo o que eu precisaria era usar esses mecanismos de interceptação do Prism. Poderia ter acesso a emails, senhas, gravações de telefone, cartões de crédito", disse Snowden.
O jornal The Guardin revelou nesta semana que os serviços secretos de segurança norte-americanos já rastreiam chamadas de telefones celulares da operadora Verizon e informações da Internet oriundas de companhias como o Google e o Facebook.
A informação a respeito dos serviços secretos desencadeou um interminável debate nos Estados Unidos e no exterior sobre o crescimento do alcance da NSA, que expandiu seus serviços de vigilância dramaticamente na última década. Agentes norte-americanos garantem que a NSA atua dentro da lei.
A decisão de Snowden de revelar sua identidade, bem como seu rosto e outros dados pessoais, reforça o apelo deste que já é um dos maiores casos de vazamento de dados secretos do governo norte-americano na história, e aumenta ainda mais o constrangimento do presidente Barack Obama.
Snowden também sabe que sua opção o expõe demais às autoridades norte-americanas. O Guardian o comparou a Bradley Manning, um soldado agora em julgamento por supostamente ajudar forças inimigas, que vazou para o Wikileaks documentos militares sigilosos.
O atual espião afirmou que deixou a namorada no Havaí sem contar a ela onde iria, e se disse ciente do risco que corre, mas pensou que toda a mobilização em torno da sua descoberta faria o risco valer a pena.
"Meu primeiro medo era que viessem atrás da minha família, dos meus amigos, da minha namorada. Qualquer um que me conhecesse", admitiu.
"Terei de me sacrificar pelo resto da minha vida. Eu não posso me comunicar com eles. As autoridades deverão agir de forma contundente contra qualquer um que me conheça. Isso me mantém sempre em alerta."
Ele falou sobre o quão corajoso foi largar uma vida confortável no Havaí, onde ganhava cerca de 16 mil dólares por mês.
"Eu estou disposto a me sacrificar porque eu não posso, em sã consciência, deixar que o governo dos Estados Unidos destrua a privacidade, a liberdade de Internet e os direitos básicos de pessoas em todo o mundo, tudo em nome de um maciço serviço secreto de vigilância que eles estão desenvolvendo."
quinta-feira, 6 de junho de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
O Livro de Urântia
É uma obra literária que integra história, ciência, filosofia e religião, composta por 197 documentos escritos originalmente em Inglês, e traduzido recentemente para mais idiomas, entre eles o Português.
Nas suas páginas, o livro refere ter sido compilado por um corpo de seres supra-humanos das mais diversas ordens, o texto fornece uma surpreendente perspectiva das origens, história e destino humanos, constituindo uma nova revelação para a humanidade.
A identidade dos autores divinos é estabelecida no próprio livro, e a pessoa que serviu de intermediária não é identificada. O Livro refere que é assim para que nenhum humano possa ser proclamado "profeta" ou admirado de alguma forma por tal obra literária.
O Livro de Urântia é uma fonte de inspiração e conhecimento para muitas pessoas e muitos líderes religiosos e instituições estabelecidas, religiosas ou não, mas não promove a criação de uma religião institucional nos seus ensinamentos. Grupos de estudo, fundações, sociedades, continuam surgindo, pois o livro é uma inspiração a debates para todos aqueles que tomam conhecimento de seu conteúdo. O próprio livro ensina a religião espiritual pessoal, fomentando uma fé religiosa viva e pessoal.
Estrutura do livro
Prefácio - apresenta-se como guia para as palavras e conceitos religiosos e filosóficos presentes ao longo da obra.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
O Sétimo Selo.
Publicado em 13/02/2013
O Sétimo Selo
Ano de lançamento:1956 Suécia
Direção e Roteiro: Ingmar Bergman
Elenco: Gunnar Björnstrand, Bengt Ekerot, Nils Poppe, Max von Sydow, Bibi Andersson, Inga Gill
"O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman, foi lançado em 1956, poucos anos após a Segunda Guerra Mundial, num momento em que o mundo todo vivia o medo de nova guerra, atômica, que pudesse destruir a Terra. Não à toa, o título e a citação que abre o filme são extraídos do Livro do Apocalipse. É um filme que se passa na Idade Média assolada pela peste, e o personagem de Max Von Sidow é um cavaleiro que joga com a Morte em pessoa uma partida de xadrez, em que adia a própria morte, para ganhar tempo de encontrar um sentido para a vida. Bergman questiona o silêncio, tanto de Deus como do Diabo, e o sentido que ele encontra pode ser praticar o bem, encarnado na salvação de uma família de saltimbancos, os únicos que no filme sobrevivem para um dia de sol radiante.
O Sétimo Selo ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e é um dos filmes preferidos pelo próprio Bergman, entre os mais de 50 que realizou."
Resenha de Zepa Ferrer
sexta-feira, 3 de maio de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
Pílula da inteligência
Conhecida como 'pílula da inteligência', a droga tem sido usada por estudantes que querem melhorar o desempenho acadêmico; pesquisa revela que medicamento não beneficia a atenção nem a memória; remédio costuma ser obtido no mercado negro
A Ritalina não promove melhora cognitiva em pessoas saudáveis. Indicada para transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ela tem sido usada por estudantes que buscam melhor desempenho em provas e concursos. Apesar da fama - que lhe rendeu o apelido de "pílula da inteligência" ou "droga dos concurseiros" -, uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que o medicamento não beneficia a atenção, a memória e as funções executivas (capacidade de planejar e executar tarefas) em jovens sem o transtorno.
A psicóloga Silmara Batistela, autora do estudo, decidiu investigar o tema ao perceber a popularização da prática de doping mental. "É muito comum ouvir o relato de pessoas que, para passar a noite estudando antes da prova, tomam Ritalina", diz. O objetivo da pesquisadora era avaliar se o consumo do medicamento, cujo princípio ativo é o cloridrato de metilfenidato, realmente trazia vantagens cognitivas.
Para a pesquisa, foram selecionados 36 jovens saudáveis de 18 a 30 anos. Eles foram divididos aleatoriamente em quatro grupos: um deles tomou placebo e os outros três receberam uma dose única de 10 mg, 20 mg ou 40 mg da medicação. Depois de tomarem a pílula, os participantes foram submetidos a uma série de testes que avaliaram atenção, memória operacional e de longo prazo e funções executivas. O desempenho foi semelhante nos quatro grupos, o que demonstrou a ineficácia da Ritalina em "turbinar" cérebros saudáveis.
"O uso não alterou a função cognitiva. A única diferença que observamos foi que os que tomaram a dose maior, de 40 mg, relataram uma sensação subjetiva de bem-estar maior em comparação aos demais", diz Silmara.
Perigos. O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Unifesp, observa que o mito de que a Ritalina teria o potencial de tornar alguém mais inteligente não faz sentido. "A pessoa fala que consegue estudar a noite inteira com o remédio. Isso é porque ela fica acordada e não porque tem uma melhora na atenção", diz. Ele observa que o aprendizado sob o efeito da droga consumida inadequadamente é de má qualidade.
Silveira destaca que existem perigos relacionados ao uso inadequado do medicamento. O consumo aumenta os riscos de problemas do coração e pode levar a um quadro de arritmia cardíaca. O especialista acrescenta que, tratando-se de uma anfetamina, a droga apresenta também um potencial de abuso, razão pela qual é controlada e só pode ser comprada com receita especial.
A alternativa para os que resolvem usar a Ritalina sem ter indicação é recorrer ao mercado negro. Estudantes relatam que não é difícil encontrar fornecedores anunciando o produto em fóruns de discussão na internet.
Um estudante de Economia de 22 anos, que preferiu não se identificar, conta que soube dos efeitos da Ritalina por um amigo. "Ouvi falar de uma droga que todos universitários estavam usando na Europa e nos Estados Unidos para aumentar a concentração. Li sobre seus efeitos colaterais, para o que servia e, como sempre me achei um pouco hiperativo, resolvi experimentar."
As duas primeiras caixas foram compradas de um conhecido. Depois, encontrou um fornecedor na internet que atende aos pedidos dele e de seus amigos. "A gente pede de uma vez só várias caixas." Para o universitário, que toma o remédio para estudar aos fins de semana ou à noite, quando pretende varar a madrugada entre os livros, a principal vantagem é tirar o sono. "O ganho está nas horas a mais que estudo na madrugada."
Segundo ele, também há um aumento na concentração e na atenção. "Não fiquei mais inteligente, mas meu tempo de dedicação aos estudos aumentou", relata. Ele, que foi um dos primeiros entre seus amigos a usar o recurso, conta que hoje conhece cerca de 15 pessoas que aderiram.
Um de seus amigos, também estudante de Economia, conta que aderiu à pílula por ter dificuldade de ler textos longos. "Eu começo a me dispersar no meio deles. Como trabalho o dia inteiro, acaba me faltando tempo para conseguir ler volumes grandes." Para ele, a Ritalina o ajuda a ler bastante sem se dispersar.
Encenação. Outra estratégia que tem sido adotada para obter o remédio é simular os sintomas do TDAH na esperança de ganhar uma receita. O neuropediatra Paulo Alves Junqueira, membro da Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), conta que tem existido essa demanda, principalmente entre os concurseiros. "O médico precisa ter a habilidade de identificar esses casos: o TDAH não vem de uma hora para outra. É um transtorno incapacitante que acompanha o paciente ao longo da vida."
Segundo levantamento feito pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) a pedido do Estado, houve um crescimento de quase 50% na venda de remédios à base de cloridrato de metilfenidato no Brasil entre 2008 e 2012. Entre setembro de 2007 e outubro de 2008 foram vendidas 1.238.064 caixas, enquanto entre setembro de 2011 e outubro de 2012 as vendas cresceram para 1.853.930 caixas. Nesse intervalo, os valores gastos com a medicação passaram de R$ 37.838.247 para R$ 90.719.793.
Remédio é popular entre os que prestam concursos
Um dos grupos em que o uso irregular de Ritalina é mais popular é o dos "concurseiros": aqueles que se preparam para conseguir uma aprovação nos concorridos concursos públicos. O juiz do Trabalho Rogerio Neiva, que dá aula em curso preparatório e pesquisa sobre neurociência da educação, conta que percebe entre seus alunos "a ideia de que, tomando a Ritalina, vão ter a fórmula mágica do sucesso intelectual e cognitivo".
Para ele, a grande atração dos estudantes pela droga vem da esperança de que ela acelere o processo de aprendizado. "Os 'concurseiros' estão atrás da facilidade, da dica, do esquema. É fácil, portanto, cair em qualquer discurso que se aproxime da 'pílula do sucesso'", diz.
No caso de uma "concurseira" de 30 anos, que preferiu não ser identificada, o uso inadequado da Ritalina veio por sugestão de um médico. Ela fazia um tratamento psiquiátrico para distúrbio de humor e sempre reclamava de sua falta de concentração e dificuldade de reter o conteúdo estudado. "Quando você estuda há algum tempo e os resultados positivos não vêm, você fica buscando justificativas."
Seu médico fez, então, algumas perguntas para identificar possíveis sinais de TDAH. Como ela respondeu positivamente a alguns desses sinais, o profissional sugeriu o uso de Ritalina como teste, para ver se ela teria resultado positivo. "Hoje, vejo que foi um teste irresponsável das duas partes: ele, como médico, e eu, como adulta e consciente."
A estudante diz que logo começaram a surgir os efeitos negativos. Com a droga, ela conseguia estudar por várias horas, mas se esquecia de tomar água e se alimentar. "A concentração realmente aumenta, mas é falha, porque ficar sentada nem sempre quer dizer que você está aprendendo." Depois de alguns meses de uso, começou a sentir dores de estômago, prisão de ventre e tremedeira nas mãos.
Em uma ocasião, viajou para fazer uma prova e esqueceu o remédio no hotel. Antes do início do exame, o nervosismo era tanto por saber que teria de fazer a prova sem a droga, que ela roeu todas as unhas. "Desde esse dia, comecei a avaliar se estava vidrada no medicamento, se tinha viciado." Quando suspendeu o uso, passou meses sem estudar direito. "Acho que piorei em concentração: é como se eu tivesse ficado sozinha, sem o remédio que me garantia sucesso. Daí veio o choro e a revolta."
Hoje, ela conseguiu uma aprovação, que credita aos cinco anos de estudo, e não à droga.
Neiva observa que a atração pela Ritalina também pode decorrer do fato de que a vida do "concurseiro" não é fácil. "A preparação é um processo intelectualmente desgastante. É uma fase difícil e é natural que as pessoas tentem buscar recursos para minimizar desgastes", diz. / M.L.
Substância é eficaz contra déficit de atenção
No caso de pessoas efetivamente diagnosticadas com TDAH, a Ritalina promove o aumento dos níveis de dopamina no cérebro. Trata-se de um neurotransmissor que aumenta o estado de alerta e melhora a cognição, por isso geralmente promove uma melhora nos estudos.
O neuropediatra Paulo Alves Junqueira, membro da Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), afirma que a droga não aumenta a inteligência nem fornece habilidades que a pessoa não tinha anteriormente, "mas deixa o paciente pronto para trabalhar em dobro porque tira a fadiga e estabelece um esforço para que consiga se manter em determinadas tarefas".
O diagnóstico é clínico. "É necessário fazer uma entrevista artesanal, longa, com várias questões. Tem de saber das trajetórias do paciente e o quanto tem de prejuízo nos relacionamentos, no trabalho e na autoestima", diz. Constatado o transtorno, é preciso inquirir o histórico cardiovascular do paciente. Os que já tiveram problemas no coração não devem usar a droga.
"Para quem precisa, o remédio muda a história de vida do indivíduo. Ouço relatos de portadores que, depois de serem diagnosticados, mudaram de vida, entraram na faculdade e tiveram várias realizações. Isso é gratificante", diz Junqueira.
Para o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, a fama da Ritalina de tornar as pessoas mais inteligentes vem do fato de que portadores de TDAH são frequentemente rotulados de preguiçosos antes do diagnóstico. "Depois de medicados, o rendimento escolar passa a ser muito bom. Por isso os pais brincam que é a 'pílula da inteligência'. Tenho um paciente que diz que ficou 'nerd' depois da Ritalina.
A Ritalina não promove melhora cognitiva em pessoas saudáveis. Indicada para transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ela tem sido usada por estudantes que buscam melhor desempenho em provas e concursos. Apesar da fama - que lhe rendeu o apelido de "pílula da inteligência" ou "droga dos concurseiros" -, uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que o medicamento não beneficia a atenção, a memória e as funções executivas (capacidade de planejar e executar tarefas) em jovens sem o transtorno.
A psicóloga Silmara Batistela, autora do estudo, decidiu investigar o tema ao perceber a popularização da prática de doping mental. "É muito comum ouvir o relato de pessoas que, para passar a noite estudando antes da prova, tomam Ritalina", diz. O objetivo da pesquisadora era avaliar se o consumo do medicamento, cujo princípio ativo é o cloridrato de metilfenidato, realmente trazia vantagens cognitivas.
Para a pesquisa, foram selecionados 36 jovens saudáveis de 18 a 30 anos. Eles foram divididos aleatoriamente em quatro grupos: um deles tomou placebo e os outros três receberam uma dose única de 10 mg, 20 mg ou 40 mg da medicação. Depois de tomarem a pílula, os participantes foram submetidos a uma série de testes que avaliaram atenção, memória operacional e de longo prazo e funções executivas. O desempenho foi semelhante nos quatro grupos, o que demonstrou a ineficácia da Ritalina em "turbinar" cérebros saudáveis.
"O uso não alterou a função cognitiva. A única diferença que observamos foi que os que tomaram a dose maior, de 40 mg, relataram uma sensação subjetiva de bem-estar maior em comparação aos demais", diz Silmara.
Perigos. O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Unifesp, observa que o mito de que a Ritalina teria o potencial de tornar alguém mais inteligente não faz sentido. "A pessoa fala que consegue estudar a noite inteira com o remédio. Isso é porque ela fica acordada e não porque tem uma melhora na atenção", diz. Ele observa que o aprendizado sob o efeito da droga consumida inadequadamente é de má qualidade.
Silveira destaca que existem perigos relacionados ao uso inadequado do medicamento. O consumo aumenta os riscos de problemas do coração e pode levar a um quadro de arritmia cardíaca. O especialista acrescenta que, tratando-se de uma anfetamina, a droga apresenta também um potencial de abuso, razão pela qual é controlada e só pode ser comprada com receita especial.
A alternativa para os que resolvem usar a Ritalina sem ter indicação é recorrer ao mercado negro. Estudantes relatam que não é difícil encontrar fornecedores anunciando o produto em fóruns de discussão na internet.
Um estudante de Economia de 22 anos, que preferiu não se identificar, conta que soube dos efeitos da Ritalina por um amigo. "Ouvi falar de uma droga que todos universitários estavam usando na Europa e nos Estados Unidos para aumentar a concentração. Li sobre seus efeitos colaterais, para o que servia e, como sempre me achei um pouco hiperativo, resolvi experimentar."
As duas primeiras caixas foram compradas de um conhecido. Depois, encontrou um fornecedor na internet que atende aos pedidos dele e de seus amigos. "A gente pede de uma vez só várias caixas." Para o universitário, que toma o remédio para estudar aos fins de semana ou à noite, quando pretende varar a madrugada entre os livros, a principal vantagem é tirar o sono. "O ganho está nas horas a mais que estudo na madrugada."
Segundo ele, também há um aumento na concentração e na atenção. "Não fiquei mais inteligente, mas meu tempo de dedicação aos estudos aumentou", relata. Ele, que foi um dos primeiros entre seus amigos a usar o recurso, conta que hoje conhece cerca de 15 pessoas que aderiram.
Um de seus amigos, também estudante de Economia, conta que aderiu à pílula por ter dificuldade de ler textos longos. "Eu começo a me dispersar no meio deles. Como trabalho o dia inteiro, acaba me faltando tempo para conseguir ler volumes grandes." Para ele, a Ritalina o ajuda a ler bastante sem se dispersar.
Encenação. Outra estratégia que tem sido adotada para obter o remédio é simular os sintomas do TDAH na esperança de ganhar uma receita. O neuropediatra Paulo Alves Junqueira, membro da Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), conta que tem existido essa demanda, principalmente entre os concurseiros. "O médico precisa ter a habilidade de identificar esses casos: o TDAH não vem de uma hora para outra. É um transtorno incapacitante que acompanha o paciente ao longo da vida."
Segundo levantamento feito pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) a pedido do Estado, houve um crescimento de quase 50% na venda de remédios à base de cloridrato de metilfenidato no Brasil entre 2008 e 2012. Entre setembro de 2007 e outubro de 2008 foram vendidas 1.238.064 caixas, enquanto entre setembro de 2011 e outubro de 2012 as vendas cresceram para 1.853.930 caixas. Nesse intervalo, os valores gastos com a medicação passaram de R$ 37.838.247 para R$ 90.719.793.
Remédio é popular entre os que prestam concursos
Um dos grupos em que o uso irregular de Ritalina é mais popular é o dos "concurseiros": aqueles que se preparam para conseguir uma aprovação nos concorridos concursos públicos. O juiz do Trabalho Rogerio Neiva, que dá aula em curso preparatório e pesquisa sobre neurociência da educação, conta que percebe entre seus alunos "a ideia de que, tomando a Ritalina, vão ter a fórmula mágica do sucesso intelectual e cognitivo".
Para ele, a grande atração dos estudantes pela droga vem da esperança de que ela acelere o processo de aprendizado. "Os 'concurseiros' estão atrás da facilidade, da dica, do esquema. É fácil, portanto, cair em qualquer discurso que se aproxime da 'pílula do sucesso'", diz.
No caso de uma "concurseira" de 30 anos, que preferiu não ser identificada, o uso inadequado da Ritalina veio por sugestão de um médico. Ela fazia um tratamento psiquiátrico para distúrbio de humor e sempre reclamava de sua falta de concentração e dificuldade de reter o conteúdo estudado. "Quando você estuda há algum tempo e os resultados positivos não vêm, você fica buscando justificativas."
Seu médico fez, então, algumas perguntas para identificar possíveis sinais de TDAH. Como ela respondeu positivamente a alguns desses sinais, o profissional sugeriu o uso de Ritalina como teste, para ver se ela teria resultado positivo. "Hoje, vejo que foi um teste irresponsável das duas partes: ele, como médico, e eu, como adulta e consciente."
A estudante diz que logo começaram a surgir os efeitos negativos. Com a droga, ela conseguia estudar por várias horas, mas se esquecia de tomar água e se alimentar. "A concentração realmente aumenta, mas é falha, porque ficar sentada nem sempre quer dizer que você está aprendendo." Depois de alguns meses de uso, começou a sentir dores de estômago, prisão de ventre e tremedeira nas mãos.
Em uma ocasião, viajou para fazer uma prova e esqueceu o remédio no hotel. Antes do início do exame, o nervosismo era tanto por saber que teria de fazer a prova sem a droga, que ela roeu todas as unhas. "Desde esse dia, comecei a avaliar se estava vidrada no medicamento, se tinha viciado." Quando suspendeu o uso, passou meses sem estudar direito. "Acho que piorei em concentração: é como se eu tivesse ficado sozinha, sem o remédio que me garantia sucesso. Daí veio o choro e a revolta."
Hoje, ela conseguiu uma aprovação, que credita aos cinco anos de estudo, e não à droga.
Neiva observa que a atração pela Ritalina também pode decorrer do fato de que a vida do "concurseiro" não é fácil. "A preparação é um processo intelectualmente desgastante. É uma fase difícil e é natural que as pessoas tentem buscar recursos para minimizar desgastes", diz. / M.L.
Substância é eficaz contra déficit de atenção
No caso de pessoas efetivamente diagnosticadas com TDAH, a Ritalina promove o aumento dos níveis de dopamina no cérebro. Trata-se de um neurotransmissor que aumenta o estado de alerta e melhora a cognição, por isso geralmente promove uma melhora nos estudos.
O neuropediatra Paulo Alves Junqueira, membro da Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), afirma que a droga não aumenta a inteligência nem fornece habilidades que a pessoa não tinha anteriormente, "mas deixa o paciente pronto para trabalhar em dobro porque tira a fadiga e estabelece um esforço para que consiga se manter em determinadas tarefas".
O diagnóstico é clínico. "É necessário fazer uma entrevista artesanal, longa, com várias questões. Tem de saber das trajetórias do paciente e o quanto tem de prejuízo nos relacionamentos, no trabalho e na autoestima", diz. Constatado o transtorno, é preciso inquirir o histórico cardiovascular do paciente. Os que já tiveram problemas no coração não devem usar a droga.
"Para quem precisa, o remédio muda a história de vida do indivíduo. Ouço relatos de portadores que, depois de serem diagnosticados, mudaram de vida, entraram na faculdade e tiveram várias realizações. Isso é gratificante", diz Junqueira.
Para o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, a fama da Ritalina de tornar as pessoas mais inteligentes vem do fato de que portadores de TDAH são frequentemente rotulados de preguiçosos antes do diagnóstico. "Depois de medicados, o rendimento escolar passa a ser muito bom. Por isso os pais brincam que é a 'pílula da inteligência'. Tenho um paciente que diz que ficou 'nerd' depois da Ritalina.
sábado, 6 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Alguém se lembra?
Reparem na coreografia da galera.... O duro é que eu conheço muita gente que já cantou esta música...rsrs
quarta-feira, 3 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
MITOLOGIAS DO CÉU - O SOL
Mais uma visão clara da influência do sol no paganismo religioso.
Cid Marcus: MITOLOGIAS DO CÉU - O SOL ( 4 ): Um dos fenômenos religiosos mais interessantes ligado ao Sol, definido desde os tempos pré-históricos, é o da sua valorização como um deus (ou herói) que
não conhece a morte.A cada noite ele atravessa o reino das trevas sem sofrer nenhuma transformação, como a que ocorre com a Lua, que aparece, cresce, diminui, desaparece e volta a aparecer. Depois de mergulhar nos oceanos ou se pôr atrás das montanhas, ao entardecer, o Sol sempre reaparece a cada manhã, sempre igual (Sol Invictus e Sol Justitiae). Assim, diferentemente da Lua, o Sol goza do privilégio de atravessar a noite, identificada esta como o mundo infernal, assumindo assim um papel fundamental nas crenças funerárias. Ele se apresenta assim como um “iniciado”, um “mystes”, que conheceu a morte, que passou pela metamorfose e que conheceu a ressurreição.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Verdade oculta.
Hoje você verá uma sequência de vídeos que dizem muito mais do que parecem mostrar.
Uma pena que o título do vídeo foi muito mal escolhido.
Mas pela lição astrológica, vale muito vê-lo.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
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