sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Feudalismo contemporâneo.


As comunidades urgem em meio à selva de pedra. Cada vez mais aumenta  o número de pessoas que caem de classificação social  e migram para zonas menos desprovidas.

Se olharmos atentamente, este amontoado de gente remete a imagem de vilarejos provincianos que abasteciam um pequeno território. Este sim, cercado de muros, poços, jacarés, nobreza e fartura,  que culminou o sistema feudal, em sua maioria formada por plebeus e suas vidas miseráveis, muito abaixo da linha da pobreza e mesmo assim, pagadores de impostos cada vez mais absurdos para manter a igreja e o estado.

Já naquela época, saúde pública, transporte e moradia eram  conhecidos como “cada um por si”. O estado apenas tira e não entrega nada de volta.
Na música de Frejat, a frase “eu vejo o futuro repetir o passado” está muito claro que nada muda, nada se transforma, mas tudo se deteriora.  O sistema político é o museu de grandes novidades. Nele, os nobres políticos, cheios de regalias, se especializam em criar novas formas e novos métodos de punir e arrancar o couro dos pobres plebeus.

Mesmo assim, o povo ainda deseja em uma só voz e em alto tom,

Longa  Vida ao Rei!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário está seguro. Somente comentários autorizados por mim serão publicados ou não.