As comunidades urgem em meio à selva de pedra. Cada vez mais
aumenta o número de pessoas que caem de
classificação social e migram para zonas
menos desprovidas.
Se olharmos atentamente, este amontoado de gente remete a
imagem de vilarejos provincianos que abasteciam um pequeno território. Este
sim, cercado de muros, poços, jacarés, nobreza e fartura, que culminou o sistema feudal, em sua maioria
formada por plebeus e suas vidas miseráveis, muito abaixo da linha da pobreza e
mesmo assim, pagadores de impostos cada vez mais absurdos para manter a igreja
e o estado.
Já naquela época, saúde pública, transporte e moradia eram conhecidos como “cada um por si”. O estado
apenas tira e não entrega nada de volta.
Na música de Frejat, a frase “eu vejo o futuro repetir o
passado” está muito claro que nada muda, nada se transforma, mas tudo se
deteriora. O sistema político é o museu
de grandes novidades. Nele, os nobres políticos, cheios de regalias, se especializam em criar novas formas e
novos métodos de punir e arrancar o couro dos pobres plebeus.
Mesmo assim, o povo ainda deseja em uma só voz e em alto
tom,
Longa Vida ao Rei!
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